Tristeza … sim ela faz parte de nossa vida!!

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Hoje acordei com uma sensação de vazio tremendo. Não sei bem como dizer ou mesmo explicar, mas parece que está a faltar alguma coisa no ar.

Sim é capaz que seja isso mesmo, falta alguma coisa no ar! Mas o que está faltando? Será uma falta de algo que está faltando sem faltar?

Ou simplesmente a falta de faltar algo.

Não sei mesmo como explicar.

Da mesma forma que aperta o peito, dá uma vontade de largar tudo e sair pelo mundo.

Da mesma forma que me falta o ar, dá uma vontade de respirar um ar novo e deixar de ficar sufocado.

Vidinha essa malandra viu, a desilusão bate à nossa porta todos os dias, e dependendo de nosso espirito, recebemo-las de braços abertos e sorriso no rosto.

Tentar esquecer é algo um tanto quanto complexo, não é tão simples assim, tentar dizer que está tudo bem, também é complexo e nulo.

Falar que o coração não está doendo, também o é complicado.

Dizer para você que não sente falta de nada, é muito maior do que a ilusão que lhe fez se iludir.

A idade terrena é diferente de nossa idade espiritual, aqui ainda somos crianças recém nascidas que aprendemos com nossos erros e acertos a errar e quase nunca acertar. Já nossos espíritos, esses já são calejados, já sabem muita coisa (sabe aquela voz interior que temos é ele nos dando um toque!).

Pena que não temos essa comunicação com nós mesmos, pois seria tão mais fácil continuar um assunto que foi deixado em aberto a muito tempo, sem a necessidade de bater cabeça e quebrar a cara.

Acho que agora eu sei o que me leva a escrever tais poucas linhas, acho que é tristeza mesmo, dentro do peito, dentro da mente e do coração. Uma tristeza que me consome como ferro em brasa.

Sinta ela queimar por entre as entranhas, me deixando marcas e cicatrizes que jamais irão sumir, a dor pode sim, mas as poucas marcas ficarão ali eternizadas.

A “fraca” vida do ser humano é isso, quando pensamos que a alegria nos bate a porta, vem a porta e nos bate à cara. Deixando-nos com a dor de algo que nunca aconteceu. Essa dor é a mais complexa de todas, pois não tem explicação, ela surge como um raio e termina como uma tempestade.

Há tá mas vem a bonança depois da tempestade, eu sei, mas até ela acabar, muita coisa ainda rolar pelas águas da vida, da saudade e da vontade que perdeu a vontade de ter vontade.

Será mesmo que meu dom é um dom!! Será mesmo que o ato de colocar em palavras, que suplanta em meu ser, é realmente um dom? Ou simplesmente uma arma para cada vez mais me aprisionar em um mundo sem cores, sem música, sem felicidades, sem alegrias.

Escrever me faz levar o mais intimo do meu ser, pensamentos, sonhos e verdades. Mas também me escraviza a momentos de solidão, reflexão e introspecção, de coisas e situações que não acontecerão.

Enquanto o mundo gira, enquanto o mundo muda, essas palavras ficam, ficaram, ficarão, representando momentos impares, que em breve serão esquecidos, mas não por mim, não por minhas letras, nem muito menos pelo meu Dom!!!

Acho que hoje estou mais saudosista do que nunca, mas o Dom é para isso, temos que ir além do que sentimos, para poder realiza-lo a contento.

De alguma maneira ele me foi dado, e de alguma maneira eu preciso continuar, mesmo que para isso, tenha que passar por momentos como os de agora.

 

Está gostando dos textos? Gostaria de contribuir com algum tema, elogiar ou criticar? É simples encaminhe um e-mail para cronicasdaluavermelha@gmail.com

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