40ª Quermesse Budista de Brasília

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Sem dúvida que vou esse ano novamente! Adoro o local, me identifico com muita coisa! Armaria isso sem falar nas gordices heheehehehehehehehe

X@ndy é cultura armaria srsrs

Atrações culturais, oficina de Furoshiki, gastronomia japonesa e barracas de artigos orientaisdurante todos os fins de semana de agosto

Há quatro décadas a população brasiliense participa de um evento voltado para a família inteira. E por acontecer durante todo esse tempo, religiosamente durante os fins de semana de agosto e ininterruptamente, virou tradição. Trata-se da “Festa do Buda”, como carinhosamente é chamada.

Em 2013, a Quermesse do Templo Budista de Brasília chega a sua 40ª edição com o tema “Despertando a Comunidade para a Paz”, cujo símbolo escolhido para a campanha de divulgação foi o sino, elemento que representa o ecoar dessa mensagem. Como de costume, a organização se empenhou em manter o clima calmo e de respeito entre o público que frequenta e a vizinhança. A ideia é melhorar a cada ano.

Para esta edição, o horário será o mesmo do ano anterior, quando a festa passou a começar e terminar mais cedo. A partir das 16h estará aberta ao público e encerrará às 21h. A alteração foi adotada e mantida para reforçar o aspecto familiar da quermesse e para que a comunidade vizinha continue convivendo de forma harmoniosa com o evento, já que, durante todos os fins de semana do mês de agosto costumam circular mais de 15 mil pessoas pelo templo.

40 quermesse templo budista de brasilia

Outra medida que continua é a doação de um quilo de alimento não perecível (menos sal) para ter acesso à quermesse. A relação das instituições beneficiadas estará afixada na entrada do templo. Para se ter ideia, em 2012 foram 40 toneladas de alimentos arrecadados durante os fins de semana de quermesse, que foram entregues a 10 instituições carentes. Mais uma maneira que a organização encontrou para dar ainda mais sentido a essa grande festa de celebração da vida.

Segurança garantida – O templo contará com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para garantir segurança ao público. Haverá segurança patrimonial 24 horas, brigadista e policiamento durante o evento, que será cercado na parte dos fundos do templo por alambrados de três metros de altura. E como a juventude é uma preocupação constante dos organizadores, não haverá venda de bebida alcóolica, a exemplo do ano anterior.

Gastronomia e cultura – Na programação cultural, a quermesse terá apresentação, todos os fins de semana, dos quatro grupos de Taikô (tambor, em japonês) do Distrito Federal. Destaque para a Yosakoi Soran, coreografia nipônica contemporânea e o Matsuri Dance,estilo mais dançante do Bon Odori, outras duas danças representantes da cultura japonesa e que compõem a agenda. O público poderá dançar à vontade em tablados, sem se preocupar com a poeira. No palco principal, instalado no centro do terreno, também vão se apresentarlutadores de artes marciais.

Não vão faltar o melhor yakissoba da cidade, os camarõesempanados de tamanho especial, gyoza frito no ponto, tempurá de verduras verdes, sushi fresco, temaki, banana caramelada, udon – além de outras duas novidades que passam a integrar o cardápio: yakitori (espetinho de frango com molho teryiaki) e rolinho primavera, tudo comandando pelo chef do restaurante Grande Muralha, Salti Sun, que irá oferecer também alguns combos especiais. Quanto às bebidas, as opções serão suco, refrigerante e água.

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Vale lembrar que o balcão de atendimento será distribuído em baias por especialidade: yakissoba, udon, sushi e sashimi; frituras; e outra para terceira idade. Tudo para agilizar a fila e o tempo de espera.

Produtos japoneses, como doces, roupas e artigos decorativos, serão comercializados nas várias barracas espalhadas pelo evento.

Programação paralela – Um dos grandes destaques desta edição é a oficina de Furoshiki. Trata-se de uma antiga arte japonesa, que envolve dobraduras e amarrações, na qual qualquer objeto pode ser embrulhado. Para isso, basta unir as extremidades de um tecido com um nó mágico. Não há restrição, tudo pode ser embrulhado com rapidez e versatilidade: marmitas, joias, objetos pessoais. Quem dará o curso será a escritora Tereza Hatue, que virá especialmente de Curitiba para ensinar aos interessados essa arte. Serão cinco oficinas, no terceiro fim de semana de quermesse (dias 17 e 18 de agosto): três no sábado e duas do domingo, com entrada franca. O templo pede apenas alguma doação em dinheiro a quem puder contribuir. Interessados devem fazer inscrição pelo e-mail terrapuradf@terrapuradf.org.br ou pelo telefone: (61) 3245-2469.

Com o Furoshiki é possível reaproveitar lenços e panos que antes tinham outras finalidades. Dessa forma, você une o conceito de sustentabilidade, tão presente nos dias atuais, com a praticidade dessa técnica japonesa.

Traduzindo ao pé da letra, Furoshiki nada tem a ver com embrulho de objetos em tecido. Segundo Sofia Nanka Kamatani, designer idealizadora do Furoshiki no Brasil, esses acessórios foram vistos pela primeira vez há 1.200 anos. Eram os panos onde se embrulhava o tesouro imperial do Período Nara (no Japão, de 710 a 794 d.C.).

No período Edo (de 1603 a 1868, também no Japão), eles começaram a ser usados pelos senhores feudais para forrar o chão, enquanto tomavam banhos públicos. Daí surgiu o nome Furoshiki: Furo é o nome do local onde senhores tomavam banho. Shiki é o ato de forrar o chão.

Ainda nessa época havia muitos incêndios. Os Furoshikis começaram a servir como mala – os senhores embrulhavam todos os pertences para evitar que queimassem. Seu uso foi contínuo até a Segunda Guerra Mundial, quando foram sumindo, já que mercados e shoppings o substituíram pelas sacolas plásticas.

Porém, com a recente preocupação com o meio ambiente e com a aceitação de estabelecimentos em deixar as sacolas plásticas de lado, o uso das antigas sacolas de pano vem ganhando espaço junto à sociedade. E com isso o Furoshiki voltou a ganhar espaço.

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Fonte: site mdemulher.abril.com.br
Sobre a professora – A escritora Tereza Hatue de Resende resolveu fazer bom uso de seu tempo livre com a aposentadoria do serviço público. No fim de 2012, treinou uma equipe de 10 pessoas no Clube de Mães União Vila das Torres, em Curitiba, numa oficina de Furoshiki . Ela repassou para esse grupo a técnica de amarrar nós em panos, conhecida de mães e avós japonesas para produzir sacolas, sacos e embalagens para presentes.

Depois de aprender como fazer os nós, as mulheres – e um homem – produziram 400 bolsas, distribuídas a convidados do Paraná Business Collection, evento de moda realizado pela Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), em novembro de 2012. As bolsas são feitas de tecidos de chita de algodão,comprados em grande quantidade. A ideia de fazer Furoshiki com tecidos de chita encantou até mesmo uma comitiva de japoneses, que esteve em Curitiba, ano passado, e fez nova encomenda de 50 panos.

Os tecidos são escolhidos a dedo nas lojas por Tereza. Depois, o acabamento tem que ser costurado pelasmulheres do Clube das Mães. A escritora criou a marca Fulô Chique para promover o trabalho, um trocadilho com a palavra Furoshiki (風呂敷 ). “Fulô é uma palavra bem brasileira, é como se falava ‘flor’, antigamente, no Nordeste”, lembra. Desse modo, a cultura brasileira foi incorporada à tradição japonesa, através de tecidos de chita com estampas floridas.

O Clube de Mães da Vila Torres tem sua própria marca, a Sinergia. A marca fabrica e vende outros produtos, como ecobags feitas de banners reciclados. O Furoshiki é uma entre as várias atividades da associação, que fica numa região de favela de Curitiba. O Clube foi fundado há 16 anos para capacitar mulheres para omercado de trabalho. Hoje, além de cursos (pintura em tela, ginástica, língua espanhola, entre outros), oferece serviços de informática, abriga uma rádio e uma biblioteca comunitária. Por semana, cerca de 150 pessoas passam pela sede do clube.

A ideia de trazer o Furoshiki para a Vila Torres veio de outro conceito da cultura japonesa, o Mottainai. De acordo com esse princípio (Mottainai significa “não levar”), não se deve levar nada além do que se pode carregar com as mãos. O Furoshiki substitui sacolas plásticas e embalagens de papel, entrando na ordem da sustentabilidade econômica e ecológica.

Curiosidade – Um dos maiores divulgadores do conceito Mottainnai no Brasil é o estilista Jun Nakao. Ele já fez uma exposição de roupas baseada nesse conceito e dá palestras sobre o tema. Mottainai é uma ideia originalmente budista. De acordo com essa filosofia, tudo tem sua lógica de existência, e por isso, deve ser reusado, reciclado e reduzido, no sentido de concentrado.

Os japoneses dizem Mottainai toda vez que se defrontam com casos de desperdício. Isso pode refletir em atos como aproveitar cascas, raízes e brotos de alimentos ou não desperdiçar um grão de arroz, atitude bem comum entre os imigrantes mais velhos. A ideia de sustentabilidade pegou com tanta força nos últimos anos que até uma empresa de Curitiba, a Nexo Design, distribuiu, em 2011, uma sacola ecológica como brinde aos clientes.

Fonte: site memai.com.br

Palestras – Outra atividade paralela à festa é o ciclo de palestras que ocorrerá sempre às quintas-feiras de agosto, das 19h30 às 22h, a partir do dia 8. Serão abordados temas de relevância para a sociedade. Os encontros serão sempre na nave do templo com entrada franca.
Origem da festa – A tradicional quermesse, o Urabon ou Festival Obon, é uma festa budista tradicional que tem origem no Sutra Ulambana. Trata-se de uma celebração dos antepassados, em que lembramos e homenageamos todos os que se foram. É uma época de alegria, e não de tristeza e nostalgia, em que apreciamos o que eles fizeram por nós e reconhecemos a continuação de suas sementesnutrindo a nossa vida. A dança do Odori é o símbolo dessa alegria e encontro com nossos antepassados.

A origem da festa está na própria recomendação do Buda Sakyamuni a um dos seus mais elevados discípulos, Mokuren, que dotado de uma extrema sensibilidade sensorial, estava preocupado por ter visualizado a sua mãe falecida presa a um dos seis mundos do sofrimento, omundo dos fantasmas famintos.

Quando procurado, o Buda disse-lhe: “Em amor a você, sua mãe fez até mal a outros seres para lhe deixar uma fortuna. Mas não fique mais preocupado. Use toda sua herança e ofereça uma festa magnífica para a comunidade. A alegria do povo libertará sua mãe”. Assim nasceu essa tradição do Urabon. Consta que Mokuren ficou tão alegre que bateu as palmas das mãos e dançou alegremente. Diz-se que essa é a origem da dança do Bon Odori.

O Templo Budista se mantém fiel à essência do Bon Odori. As doações feitas pela comunidade são retribuídas com alegria, na grande celebração popular e multicultural, que, a cada ano, vem contando com a presença e o carinho de toda a comunidade de Brasília.

Cardápio:

· Tempurá (empanado de legumes)
· Camarão empanado
· Udon (macarrão japonês muito apreciado por ser leve e saboroso. A maioria dos pratos são preparados em forma de sopas)
· Yakissoba
· Inari-sushi e maki-sushi (sushis tradicionais à base de tofu – queijo de soja frito – para o primeiro caso, algas e legumes variados, para o segundo)
· Rolinho Primavera
· Yakitori
· Temaki
· Guioza (tradicionais pastéis da culinária japonesa, recheados com carne de porco ou de frango)
· Bananacaramelada
· Água
· Refrigerante
· Suco

Serviço:

QUERMESSE BUDISTA
Quando: todos os sábados e domingos de agosto, das 16h às 21h.
Local: área externa do Templo Budista de Brasília (EQS 315/316).
Entrada mediante um quilo de alimento não perecível. LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS.

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